Presidente da CBF mantém amante com dinheiro da entidade
Recentemente um escândalo veio à tona. O Presidente da CBF teria usado dinheiro da entidade para bancar uma amante em Nova York enquanto sua esposa estaria no México, segundo informações divulgadas pelo jornalista Leo Dias.
De acordo com documentos apresentados na reportagem, Samir Xaud teria reembolsado quase R$ 60 mil a instituição após ser questionado sobre despesas relacionadas a hospedagem de luxo atribuídas à Confederação Brasileira de Futebol.
Outras despesas também foram expostas pelo jornalista e estariam ligadas ao dirigente, mas pagas pela instituição. Será que isso realmente nos surpreende? Quantas outras despesas semelhantes não terão sido pagas, ao longo dos anos, por diferentes instituições públicas, autarquias, empresas estatais e organismos financiados direta ou indiretamente pelo dinheiro do contribuinte?
O mesmo ocorre em diversas outras estruturas do Estado brasileiro, onde milhões e até bilhões de reais circulam anualmente longe dos olhos da população. O problema não está apenas nos valores. O problema está na cultura.
O casal de apaixonados no luxo do dinheiro fácil Uma cultura que parece ter se consolidado ao longo das décadas, segundo a qual determinados ocupantes de cargos de poder passam a acreditar que os recursos sob sua administração lhes pertencem. Gastam como querem. Contratam como querem. E quando questionados, surge quase sempre a mesma resposta. O que deveria ser exceção tornou-se regra. O mais preocupante é que o exemplo sempre vem de cima.