Eleitor desconfia novamnte das urnas eletrônicas no Brasil
Allan dos Santos voltou a atacar o processo eleitoral brasileiro nas redes sociais mesmo após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno na liderança da disputa presidencial. O influenciador passou a questionar a legitimidade do resultado e a levantar acusações contra Lula, sugerindo que haveria uma tentativa de manipulação para impedir uma eventual vitória do candidato do PL.
A fala ganhou repercussão justamente porque os números oficiais colocaram Flávio à frente de Lula no primeiro turno, embora sem alcançar os mais de 50% dos votos válidos necessários para encerrar a disputa na primeira etapa. Segundo os dados divulgados após a apuração, Flávio terminou com 48,03%, enquanto Lula ficou com 43,99%, levando os dois ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Mesmo com o candidato que apoia liderando a votação, Allan dos Santos mantém o discurso de desconfiança em relação às instituições eleitorais. Nos últimos dias, conteúdos publicados pelo influenciador também alimentaram uma narrativa segundo a qual o Supremo Tribunal Federal poderia tentar anular uma eventual vitória de Flávio ou impedir sua posse.
Checagens publicadas durante a campanha apontaram que essas alegações não apresentavam evidências públicas capazes de comprovar a existência de um plano institucional para anular as eleições ou impedir a posse de um eventual vencedor. O próprio processo eleitoral brasileiro possui mecanismos oficiais de fiscalização e auditoria das urnas, e o Tribunal Superior Eleitoral informou anteriormente que os testes realizados nos sistemas eleitorais não comprometeram o sigilo nem a integridade do voto.
A nova acusação de Allan, portanto, coloca novamente no centro do debate a velha disputa sobre confiança nas urnas, fiscalização e legitimidade do resultado eleitoral. Enquanto Flávio se prepara para enfrentar Lula diretamente no segundo turno, parte da direita continua questionando o sistema mesmo diante de um resultado que colocou seu candidato na primeira colocação.
A situação cria um cenário politicamente curioso: FLÁVIO TERMINA NA FRENTE, MAS ALLAN DOS SANTOS AINDA FALA EM FRAUDE E QUESTIONA O QUE PODE ACONTECER.
Um sinal de alerta
Uma eleitora de Teresina chegou para votar e teve uma surpresa. Ao apresentar o CPF, foi informada de que o voto dela já havia sido registrado. Ela ficou inconformada e procurou denunciar o caso na escola particular no centro de Teresina, onde funcionam sessões da 97ª Zona Eleitoral.
A eleitora é Isabela Martins Chaves, que votaria na sessão de número 436 da 97ª Zona. (0:35) Ela afirma que chegou por volta de 1h30 para exercer o direito do voto e, ao entrar na sessão correspondente, foi informada pelos mesários de que já havia votado e, inclusive, teria tido acesso ao comprovante de votação, grampeado com a suposta confirmação de que ela já tinha exercido o direito do voto.
Os mesários disseram para a eleitora para esperar até o final da eleição para puxar a lista, para saber quem foi a pessoa que votou no meu lugar. Aí eu tenho que esperar até essa informação. Então você sabe que, para votar, precisa colocar a impressão digital para liberar o acesso à urna, né?
Entramos em contato com a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral, que já ficou de apurar a situação e nos forneceu informação mais detalhada do que está acontecendo, por que ela não conseguiu votar, como outra pessoa conseguiu votar no lugar dela, sendo que, para ter acesso à urna eletrônica, precisa o eleitor colocarimpressão digital para liberar o acesso à urna.
Como não existem duas impressões digitais iguais, o sistema liberou e a justiça eleitoral vai ter que resolver.