
Ao estudarmos sócio historicamente o percurso do Jornalismo em Sergipe, percebemos a altivez com que Diógenes Brayner se destacou no cenário local-nacional. Podemos afirmar que este ilustre personagem se fez paradigma na atividade jornalística sergipana. Poucos são os que tiveram esse ímpeto de ir onde o fato está. Brayner, sem dúvida alguma, ocupa status de Lendas do Jornalismo em Sergipe – sempre estará no panteão dos seletos nessa diferenciada área.
Nasceu no dia 17 de janeiro de 1947 em Petrolândia/PE. Seus pais eram: Seu Arlindo Brayner de Lima e D. Leolinda Menezes Brayner. O audacioso garoto que nasceu às margens do Rio São Francisco, Petrolândia, alto sertão de Pernambuco veio para conquistar a tudo e a todos nessa seara da comunicação.
Saiu aos 4 anos de idade e foi para João Pessoa/PB, onde viveu sua infância e adolescência. Seguidamente foi para Recife, onde passou a maior parte da sua vida adulta. Desde os 15 anos se debruçava com talento singular sobre o universo das notícias, onde ao lado do tio Antônio Brayner atuou no Jornal centenário “A União”.
Começou como noticiarista, depois fez reportagens, cobrindo eventos culturais, escrevendo a 1ª coluna sobre cultura: a ‘Pontos nos ís’, e em seguida outra sobre MPB. Passou pelo Liceu Paraibano, chegando ao Científico. É em Recife/PE que faz sua Faculdade de Comunicação Social (UFPE). Sua atividade tem como fagulha a Paraíba, onde depois se aperfeiçoa em Pernambuco, chegando ao Mato Grosso do Sul donde atuou como Bancário do Banco do Brasil.
Ademais, passou pelo Piauí e aporta em Sergipe no ano de 1982 por meio de convite feito pelo empreendedor Nazário Pimentel, proprietário do então Jornal de Sergipe. Pela sua amizade com Nazário, o mesmo lhe solicitou que mudasse o visual do Jornal de Sergipe e que modernizasse a forma de redação e de como expor as notícias.
Nesse entremeio contraiu seu 1º matrimônio cujos frutos foram seus 4 filhos: Aloma, Alanna, Anco e Pablo. Tempos após casa com a dedicada Renata Brayner, sua fiel companheira até o seu falecimento em junho de 2026; ela se fez figura essencial em seu percurso existencial e na fundação do Portal FAXAJU donde atua como Diretora Comercial desde os idos de 2007.
Prolífico, Brayner assinou importantes Colunas, como a “Plenário” donde destilava sua astuta inteligência. A transferência dessa Coluna para o Faxaju foi possibilitada muito em parte pelo auxílio do empresário Nivaldo Almeida, seu amigo pessoal que era ligado ao comando da Infonet.
Brayner era homem afeito ao diálogo e preferia conversar do que fragilizar a classe dos jornalistas. Assumiu diversas funções públicas na área da comunicação. Em Teresina/PI atuou como Assessor de Imprensa junto à Secretaria da Fazenda. Por lá também foi Diretor do “Jornal O Dia” e assinava a elogiada Coluna “Zona Franca”, trazendo tempos depois esse modelo de sucesso para Aracaju/SE. Em cenário local, escrevia a Coluna Painel; donde passou a dar informações de todos os municípios.
Dentre suas várias inspirações no cenário do jornalismo político brasileiro, podemos elencar: Carlos Castelo Branco, Alberto Dines, Zózimo Barroso do Amaral, Samuel Wainer, dentre outros referenciais. Todos eles germinaram em Brayner o espírito de que a notícia deve ser como o fato realmente aconteceu.
Dentre as tantas honrarias e homenagens que lhes foram conferidas podemos destacar o Prêmio Roberto Marinho de Mérito Jornalístico, ofertado pelo Senado no dia 29 de outubro do ano 2015. Este ígneo desiderato confirmou que Brayner, ao lado de nomes do quilate de Gerson Camarotti e Berenice Seara, é daqueles jornalistas brasileiros que podem ser classificados como especialista regional em sua profissão.
Foi também agraciado com a Medalha do Mérito Tobias Barreto no ano de 2018 na área Jornalismo, maior comenda cultural do Estado, atestando mais uma vez a sua importância para o fortalecimento da arte, cultura e educação. Segundo o Site Imprensa 24h, Diógenes Brayner foi o Melhor Jornalista de Sergipe em 2020, declarado como Decano do Jornalismo Político no Estado.

Conclui-se que Brayner sempre esteve em busca das notícias completas e exclusivas, alimentada por paixão irrefreável pela sua formidável profissão. Na seara política, Brayner espoliou o legado de estudo referente a toda e qualquer informação, com o objetivo de descortinar o que está abstruso. Na sua esplêndida odisseia existencial em nível local-nacional, Diógenes Brayner com íntegra dedicação é levado a estar no rol dos eternos em Sergipe e no Brasil.
Se o exercício do jornalismo é a cura para a desinformação, e é prática cotidiana da argúcia – Brayner, significativo patrimônio do Jornalismo sergipano e brasileiro o faz com devida altanaria, indiscutível artesão esculpidor das palavras que não desvanecem jamais.
* Artigo escrito por Igor Salmeron. Doutor em Sociologia (UFS), é jornalista, escritor e biógrafo. Membro da ALCS e do MAC da Academia Sergipana de Letras. Autor e Co-Autor de livros como “João Alves Filho: A Saga de um Político Nordestino” e “Walter Franco: O Homem das Diretas”. Servidor do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe – TCE/SE, é colunista de diversos jornais locais.
E-mail: igor.salmeron@tce.se.gov.br