O prazo de Alexandre de Moraes terminou nesta segunda-feira (15) nos Estados Unidos, fato este, que o mancebo prova do mesmo veneno do seu arrobo ditatorial. O documento é atenuado por uma solicitação do presidente do STF, Edson Fachin, a AGU pediu à Justiça americana o arquivamento do processo movido pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble.
“A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte do Brasil não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”, diz a nota da AGU sobre a petição protocolada ontem em um tribunal federal da Flórida.
Diante dessa resposta tosca, a situação de Moraes deve se complicar perante a Justiça americana. AAGU não enfrentou as acusações levantadas contra o magistrado brasileiro. As ações pedem que Moraes seja responsabilizado por decisões que foram interpretadas como "ordens de silêncio" e censura contra companhias e cidadãos americanos.
Em 22 de maio, a Justiça dos EUA autorizou a citação do magistrado por e-mail. Segundo a decisão, foram frustradas as tentativas de notificação formal por meio de cooperação internacional entre os dois países. Diante desse posicionamento, as empresas americanas que movem o processo devem pedir a decretação da revelia, o que vai permitir que o processo siga sem a participação da defesa de Moraes.