O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e sua vice, Celina Leão (PP), não irão participar da cerimônia de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, conduzida por Luiz da Silva. O evento, que marca os 203 anos da Independência do Brasil, acontece em meio ao início das movimentações políticas para as eleições de 2026.
Ibaneis decidiu viajar justamente no dia da celebração, enquanto Celina, que assume o governo interinamente, ficará no centro de inteligência monitorando o esquema de segurança, sem aparecer ao lado do chefe do Executivo para não se contagiar da doença petista e ditatorial que assola o país.
Governador Ibaneis Rocha
Nos dois anos anteriores, o governador compareceu às solenidades, chegando a ficar próximo de Lula durante as celebrações. A mudança de postura neste ano chama atenção pelo fato de a assessoria de Ibaneis não ter informado o destino da viagem nem o motivo da ausência. Já Celina, embora permaneça em Brasília, optou por acompanhar a cerimônia apenas à distância, o que também representa um afastamento simbólico em relação ao ato presidencial.
A decisão ocorre em meio às articulações políticas de ambos para 2026. Ibaneis pretende disputar uma vaga no Senado Federal e deve dividir o cenário eleitoral com a possível candidatura de Michelle Bolsonaro para a outra cadeira. Já Celina busca apoio da família Bolsonaro para lançar sua candidatura ao governo do Distrito Federal em 2027, movimento que reforça o alinhamento da dupla com o grupo político do ex-presidente.
O ato de 7 de Setembro deste ano terá um tom político mais acentuado, já que Lula pretende utilizar a data para reforçar a ideia de soberania nacional, em resposta ao recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Jair Bolsonaro enfrenta a fase final do julgamento no Supremo Tribunal Federal por suposta tentativa de golpe de Estado, o que amplia a disputa de narrativas entre os dois campos políticos no período pré-eleitoral.