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As facetas do coronavírus e suas loucas mentiras



A onda do Coronavírus, também chamado de Covid-19, está deixando muita gente e autoridades desesperadas e atônitas diante de um fato que ainda não se sabe da real causa e verdade sobre a pandemia.

Há os que temem o caos e acreditam na existência do vírus, e outros que estão chutando o balde sem acreditar no mal deste vírus que ainda não detectaram um remédio capaz de bani-lo da vida dos povos em todo o mundo.

Com o mundo todo trancado em casa, tudo parou e a tendência é piorar em face de inércia dos afazeres diários na economia e na vida de cada assustado humano que vive uma pandemia maior na informação e Fake News, do que propriamente na realidade dos fatos.

AS OPINIÕES

O economista Luiz Fernando Figueiredo acredita que o mercado está passando por um momento de pânico. E que, numa hora dessas, é muito difícil acertar quando se toma uma atitude baseado no pânico.

Por esse motivo, ele diz que o momento é para ter cautela e não sair vendendo tudo. “Há um exagero na reação do mercado ao coronavírus”, disse Figueiredo.

Para Figueiredo, o Brasil deve insistir na agenda de reformas para voltar a ter um crescimento mais robusto – nos últimos três anos, o PIB avançou um pouco acima de 1%.

Figueiredo afirma ainda que os governos globais devem reduzir a taxa de juros, ampliar a liquidez do sistema, aumentando os gastos, e direcionar ajuda a setores mais vulneráveis.

O QUE FAZER?

Estatisticamente, a maioria das famílias brasileiras já tem uma pessoa com o novo coronavírus. Foi o que afirmou o deputado federal e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra. O parlamentar disse que há um exagero nas medidas adotadas para conter os efeitos da pandemia no país.

Terra defende que a quarentena da população trará malefícios à economia e poderá piorar a situação. "A maioria das famílias brasileiras já tem uma pessoa com o vírus, estatisticamente. Se fechar em casa, ela vai contaminar todo mundo. Foi o que aconteceu na Itália. Eles começaram a fazer a quarentena e, cerca de 12 dias depois, tinha o triplo de novos casos por dia. Então não funciona. Qual é o país que teve o melhor resultado no enfrentamento até agora? É a Coreia. E lá, não fizeram nada disso. Tem que seguir o bom senso da medicina, da epidemiologia, tomar os cuidados. Sempre estar lavando as mãos, manter sempre uma distância de um metro das pessoas", disse ele.

O fechamento de escolas também foi alvo de críticas. Osmar Terra defendeu que as instituições de ensino deveriam continuar funcionando. Em turmas onde houvesse suspeitas, por exemplo, os alunos ficariam sob observação.

A falta de aulas, segundo ele, pode potencializar o contágio a idosos. "Fecharam todas as escolas. Os pais que têm que trabalhar, como fazem? Vão deixar os filhos com os avós e as crianças são transmissoras. Vão contaminar os avós, aí vai aumentar a mortalidade, porque os avós são os que mais têm risco de morrer".

O deputado citou a China para explicar que o SARS-Cov 2 já está em circulação há bastante tempo: "Na China, eles anunciaram em janeiro que o vírus estava circulando. Mas estima-se que desde novembro já estava circulando, milhares de pessoas já estavam contaminadas".

Assistao ao que o médico fala sobre evitar a contaminação

Em 2009, na pandemia de H1N1, Osmar Terra era secretário de saúde do Rio Grande do Sul. Na época, ele coordenou o combate à gripe suína no Brasil. Ele analisou que o auge da pandemia será daqui a um mês.

Após esse período, diz ele, o número de casos deve diminuir drasticamente. "Na minha avaliação, essa curva chega ao ápice na terceira semana de abril e depois cai. Eu coordenei o combate à Influenza A H1N1, não tem muita diferença do tipo de perfil que o vírus apresenta.

Mas o tipo de perfil cai muito rápido e na primeira semana de junho já deve estar terminada. A epidemia como todo vai acabar porque mais a metade da população se contaminou. Isso é natural.

Quando não tem vacina e nem tratamento, ela só regride quando a maioria da população está contaminada. E a maioria não vai sentir nada", afirmou.

Terra comparou ainda a rapidez de transmissão entre o H1N1 e o coronavírus. Ele contou que o potencial de contágio do coronavírus é maior. Mas ele não considera grande a diferença. "O contágio por coronavírus é 30% mais rápido que o H1N1. Uma pessoa com coronavírus pode contaminar outras 2,5. Então quer dizer 10 pessoas podem contaminar 25. Já a gripe suína, uma pessoa contamina 1,8 ou 1,7. Então 10 pessoas contaminam 18, não é uma diferença muito grande", disse ele.

Segundo ele, o número de mortos não deve ser alto. "Coronavírus vai ter um número muito baixo de casos fatais. No Rio grande do Sul, todo ano morrem cerca de mil pessoas de influenza sazonal no inverno. Não vai morrer tudo isso de coronavírus no Brasil inteiro".

O deputado considerou imprudentes as ações promovidas pelos governos estaduais para conter o avanço do coronavírus. Os veículos de comunicação, segundo Terra, têm criado um ambiente de pânico na população ao noticiar fatos considerados negativos.

"A impressão que eu tenho é que os governadores estão se separando um pouco da ação dos secretários estaduais e tomando medidas que são mais políticas do que baseadas em evidências científicas. Está ocorrendo um pânico na população. Existem alguns veículos de comunicação que estão só reverberando sem parar as notícias ruins, dizendo que o Brasil vai ser igual a Itália. Mas isso não vai acontecer", pontuou.

O parlamentar explicou que o Brasil não chegará ao nível da Itália porque nas regiões mais afetadas, há grande movimento econômico. Por isso, o fluxo de pessoas vindas da China é grande e potencializou o contágio. Ele afirmou ainda que não é o país inteiro que está em crise, mas sim alguns locais da Itália.

Outro fator importante para o avanço no número de casos, segundo ele, foi a quantidade de idosos no país. "A Itália tem, proporcionalmente, a maior população idosa do mundo. Há muitas pessoas com idade acima de 70 anos. É uma região rica, onde as pessoas se alimentam bem e vivem mais. E estavam no rigor do inverno, que terminou agora. Juntaram-se uma série de fatores, então é uma situação muito peculiar".

O isolamento, segundo Terra, só deveria ser aplicado àqueles que estão em grupos de risco, como portadores de outras doenças. "Esses que têm outro tipo de enfermidade tem que ser resguardados também. A pessoa que tem um câncer, uma doença autoimune, ou pessoas que tomam remédios para baixar a imunidade para transplante, esses devem tomar cuidado. Essas pessoas devem estar em isolamento. Quem tiver febre também tem que ficar isolado, em casa com a família, porque provavelmente já transmitiu para a família toda", disse ele.

Ao falar sobre as medidas tomadas pelo Governo Federal, Osmar Terra acredita que o governo repassará recursos para os empresários, para tentar conter o desemprego. Segundo a análise do deputado, o fechamento de comércio se outras medidas que ele considerou radicais, prejudicará a economia a longo prazo. "Isso está destruindo a economia. Nós vamos voltar uns 20 anos da economia brasileira. A nossa sorte é que o agronegócio não se assustou e vai ter maior produção da história. Os caminhoneiros também não se assustaram".




 







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