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Basta de violência!

Candido à Presidência da República, Jair Bolsonaro

O Brasil é um país violento. A história brasileira é marcada pelo extermínio de populações indígenas, escravismos, opressão a mulheres, homossexuais e outras minorias. A história brasileira também registra golpes de Estado, torturas, chacinas e outras transgressões aos direitos humanos. O Brasil é um país violento. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) publicado em 2018 pelas Nações Unidas mostra que o país é um dos 05 mais desiguais do mundo, onde os 1% mais ricos dominam aproximadamente 23% da renda, onde a saúde e a educação públicas estão destruídas, onde a memória e a cultura são reduzidas à pó. No Brasil coexistem diferentes formas de violência, muitas das quais silenciadas pelo mito da “cordialidade” ou pelo cinismo das elites.

Uma das formas mais típicas da violência no Brasil é a violência política. A história se repete... em 1897, o jovem militar Marcelino Bispo de Melo atentou contra a vida do presidente Prudente de Moraes, acabando por vitimar a golpes de faca o marechal Carlos Bittencourt. Outros casos sempre lembrados pela histografia são o assassinato do político paraibano João Pessoa, em 1930; o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em 1954; o ataque supostamente dirigido ao marechal Costa e Silva, em 1966; e a explosão da bomba no Rio Centro, em 1981. Em todos esses casos a barbárie suprimiu a razão. A vítima agora é Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é um candidato polêmico. São públicas suas manifestações homofóbicas, racistas e sexistas, bem como sua apologia à violência de Estado contra “esquerdistas”, bandidos e outros indesejáveis. Também é público seu desrespeito a outros atores políticos. Bolsonaro já defendeu a tortura e o fuzilamento do ex-presidente FHC, tripudiou sobre o câncer enfrentado pela ex-presidente Dilma, ironizou os ataques à caravana do ex-presidente Lula e ignorou a morte da vereadora Marielle Franco. Por essas e outras, muitos agora dizem que Bolsonaro “colhe o que plantou” ou “que o atentado foi uma farsa eleitoreira”. O pano de fundo da agressão à Bolsonaro ainda será descortinado pela Polícia Federal. Mas é urgente que a sociedade se posicione firmemente contra a violência política, quaisquer que sejam suas vítimas.

A violência política é uma das mais graves expressões da violência. Ela fere não apenas pessoas e grupos, mas arrasta toda a sociedade. Ela atenta diretamente contra o Estado de direito, contra a democracia. A violência política é a célula mater do fascismo e de todas as formas de totalitarismo. Ela é irracional, desumanizadora. Por isso, a despeito de paixões políticas e ideológicas, há que se condenar veementemente o atentado sofrido por Bolsonaro. Mesmo rejeitando tudo o que Bolsonaro representa, há que se solidarizar com a vítima, familiares e até partidários. Há que se resgatar a ética, a civilidade e o espírito público. Basta de violência!

Lier Pires Ferreira, advogado, professor do Ibmec/Cp2




 







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