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O facismo de Jair Bolsonaro revelado no programa Roda Viva

Bolsonaro revela a mesma truculência dos ditadores militares

O candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, ou Baçalnaro, externou mais uma vez durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, a vontade de chegar ao poder para realizar o seu sonho ditatorial e recolocar os militares novamente na linha de frente da barbárie.

Nitidamente nervoso, Bolsonaro se esforçou para marcar posição com um discurso voltado à economia repetindo todas as posições controversas em relação às mulheres, racismo e fazia ataque à esquerda e ampla defesa dos militares na ditadura, Bolsonaro tentava encaixar uma sinalização positiva ao mercado financeiro.

O tom do discurso iniciou com foco no público que ele quer agradar: o mercado. Já na primeira pergunta, disse que o país que ele quer é o de economia liberal. E finalizou em direção ao público que ele já tem: o que elegeu a esquerda como principal vilã. A entrevista terminou com a informação de que o livro de cabeceira do candidato é Verdade Sufocada, de Carlos Alberto Brilhante Ustra.

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O coronel Ustra chefiou o DOI-Codi no período em que foram registrados mais de 500 casos de tortura órgão de repressão da ditadura militar. Foi ao coronel a quem Bolsonaro dedicou o seu voto favorável ao impeachment de Dilma Rousseff.

Com gancho da ditadura, Bolsonaro mirou contra a esquerda e atacou bandeiras como a política de cotas e a redução da maioridade penal. Ao mercado, defendeu a reforma da Previdência e criticou a burocracia para o empreendedor.

VEJA OS PRINCIPAIS TÓPICOS DA ENTREVISTA

Defesa do voto impresso

Antes mesmo de disputar as eleições, Bolsonaro já colocou o sistema em xeque. Lamentou que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao STF um parecer contrário ao voto impresso. Para ele, não tem como confiar nas urnas eletrônicas.

Bolsonaro, que participa de eleições há pelo menos 27 anos, afirmou que as eleições estão "sob suspeita". Questionado sobre participar de um processo eleitoral que ele não considera legítimo, Bolsonaro respondeu: "Qual outro caminho eu tenho? Entregar para o PT ou PSDB. Vou estar na luta de qualquer maneira. (...) A aceitação é enorme quanto ao meu nome, o povo está vendo em mim confiança".

Eduardo Cunha, corrupção e partidos políticos

"Raras vezes eu tive ao lado de Eduardo Cunha, gostaria de ter estado mais vezes ao lado dele. Agradeço a ele a aprovação do voto impresso", disse.

Bolsonaro foi filiado ao PP, partido com mais parlamentares denunciados na Lava Jato, mas negou que tivesse conhecimento. "Não é porque estou naquele meio que sou corrupto", se defendeu. Disse que sabia apenas que Paulo Maluf era acusado de corrupção.

Reforma da Previdência e economia

"Nós queremos apresentar uma proposta que vai ter chance de ser aprovada", disse. Para ele, dá para apresentar uma reforma, "não necessariamente essa que está aí". No comando dessas operações está Paulo Guedes, a quem Bolsonaro disse não ter plano B na necessidade de uma eventual substituição.

O candidato negou choque ideológico com Guedes, por ele ter fama de estatizante e Guedes por ser liberal.

Ainda em aceno ao mercado, Bolsonaro disse que é difícil ser patrão no Brasil, que o governo atrapalha o empreendedor e o trabalhador com a burocracia e fiscalização.

Ditadura

Em um dos ataques à esquerda, Bolsonaro questionou se a ex-presidente Dilma Rousseff lutou por democracia. Negou que abrirá os arquivos da ditadura e afirmou que essa é uma ferida que precisa ser cicatrizada. "Esquece isso aí, é daqui para frente", minimizou.

Para ele, não houve golpe em 1964. "Não houve golpe militar em 1964. Quem declarou vago o cargo do presidente na época foi o Parlamento. Era a regra em vigor."

Política de cotas e racismo

Bolsonaro foi firme contra a política de cotas. "Porque essa política de dividir o Brasil? De dividir entre brancos e negros", questionou. Questionado sobre como faria, então, para mitigar a dívida com a escravidão, ele disparou: "Mas que dívida? Eu nunca escravizei ninguém?".

E afirmou na sequência: "Imagina o coração dos brancos como ficam, de tirar nota boa e não passar".

O candidato que é denunciado por racismo afirmou que não viu racismo na fala que fez em relação aos quilombolas. "Não vi maldade nisso. (...) O racismo é você impedir um afrodescendente de fazer alguma coisa. É não promover um negro porque ele é negro."

Questionado se acha que ofensa não é racismo, Bolsonaro respondeu: "Isso não é racismo. Isso que a Raquel Dodge entregou não é racismo, foi na brincadeira. Se você ver meu semblante, foi na brincadeira. Pode ser uma brincadeira infeliz? Pode, mas isso não é racismo".

Trump brasileiro

"O que o Trump sofreu eu já vinha sofrendo há 3 anos na mídia brasileira. E ele está fazendo um excelente governo no seu país, diminuiu a carga tributária e resgatou o emprego. (...) Ele quer a América grande, eu quero o Brasil grande. Ele fala em Deus, eu também falo em Deus. Ele defende a família, eu também defendo a família."

Bolsonaro negou dívida do País com escravidão: "Que dívida? Não escravizei ninguém".

Mortalidade infantil

Questionado sobre mortalidade infantil, Bolsonaro afirmou, entre outros, que muitas gestantes "não dão bola para saúde bucal" e que muitos bebês que morrem são prematuros.

Armamento e maioridade penal

"Que guerra é essa que só um lado pode atirar?" Com essa declaração, Bolsonaro iniciou sua fala para defender carta branca aos policiais para poderem matar. "Você não vai matar? Deixa ele atirar em você e você dá uma florzinha para ele", disse, em tom irônico.

Bolsonaro disse querer ter chance de reagir. "Quem não quiser ter arma que não tenha, eu defendo a legítima defesa."

Embora tenha tido sua arma roubada em um assalto nos anos 1990, Bolsnaro afirmou que segue andando armado sempre que pode e que de vez em quando usa colete à prova de bala. "Não sou super-homem", justificou.

Favorável à redução da maioridade penal, Bolsonaro disse que os jovens com idade entre 16 e 17 anos que cometem algum crime ficam "três anos de férias" nas instituições de reabilitação.

Xenofobia

Contrário aos refugiados, Bolsonaro negou xenofobia. "Porque nossa casa é o Brasil e qualquer um deve poder entrar? Isso não é xenofobia, é cuidar do seu País, da sua casa e ponto final."

 




 







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