Antes do jogo, se falava muito que, além da necessidade de vencer, o Brasil precisava fazer gols e jogar bem.
Impor-se, dominar o adversário, sufocar e não deixar o Haiti jogar. Pois bem, o primeiro tempo da seleção brasileira foi fraco. Apesar de os gols saírem naturalmente, o time não fez uma boa partida diante da fragilidade do Haiti.
Matheus Cunha marcou os dois primeiros gols, e Vinicius Jr. fez o terceiro, mas não houve encantamento nem imposição. A seleção haitiana até toca bem a bola, mas sem evolução, e não chutou nenhuma vez contra o gol do Brasil.
O primeiro tempo foi morno, e nem a torcida presente ao estádio se empolgou. O segundo tempo começou com a mesma preguiça brasileira, e o Haiti se soltou um pouco para atacar o Brasil, forçando Alisson a fazer uma defesa difícil.
Para se ter uma ideia do marasmo, o momento em que a torcida mais vibrou foi quando Endrick substituiu Matheus Cunha. Aí sim houve aplausos e gritos, o que mexeu com o ânimo do torcedor.
Junto com Endrick, entrou Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá. Com o ataque que deveria ter começado como titular (Rayan, Endrick e Vinicius Jr.), o Brasil ficou muito mais dinâmico, agressivo e com maior movimentação.
O problema é que o teimoso Carlo Ancelotti demorou para tirar Casemiro, que estava sem função na partida, e colocar Danilo. O técnico fez essa alteração e colocou Ederson no lugar de Vinicius Jr. aos 80 minutos.
O Haiti não demonstrava reação que pudesse assustar a seleção brasileira, muito menos ameaçar o resultado. Apenas nos minutos finais o Haiti começou a controlar a partida e a buscar um gol contra o Brasil, o que seria um feito histórico para o país.